terça-feira, 19 de outubro de 2010

Agradecimentos

QUEM AINDA NÃO LEU O CAPÍTULO 14 POR FAVOR, LEIA ANTES DE CONTINUAR, ESTE TEXTO CONTÉM SPOILER.

Galera esse foi o último capítulo dessa temporada, sim, terá uma segunda, onde tentaremos fugir do labirinto, agora contando com a ajuda de Erick, e quem sabe com um pouquinho de sorte nós iniciaremos nossa jornada de volta para casa.
                Após o comentário inicial que pode ter alegrado a uns e a outros não, gostaria de falar que quem fez parte dessa história são os responsáveis não só pelas ideias presentes no texto como por horas muito agradáveis todas as manhãs, mesmo que às vezes dê vontade te mata-los de forma bem dolorosa e jogar no mar com uma âncora amarrada no pescoço, mas mesmo assim queria citar brevemente  cada um de vocês.
                Paulo, o inútil, porra velho sem palavras, as piores besteiras sempre vem da gente né? Mesmo quando estamos de mau humor, o que por incrível que pareça, parece aumentar nossa criatividade, inventamos muitos apelidos esse ano, muitas piadas, falamos muita merda, brigamos por besteira, brigamos com os outros por besteira, fomos assaltados, etc. Ah faltou dizer que a gente sempre começa nossos projetos e nunca termina, já começamos a escrever um livro, a criar um blog, a gravar um vídeo blog, mas eu sei Paulo, nós ainda vamos concluir tudo isso kkkkk.
                Arnaldo, o gordinho, “O gordinho sempre se fode!” Quem senta lá atrás já ouviu essa frase com certeza. Arnaldo véi, tu é um dos caras mais cabeça fria que eu já conheci, antes eu evitava piadas de gordo perto de você, mas você mesmo as fazia kkkkk, mesmo assim você só se juntou mais a galera quando o Maurílio te trocou para ir arroizar todas as meninas da sala. O Arnaldo é o cara que sabe todas as fazes secretas do jogo Mario que tinha no celular, me enchia o saco pra eu levar o telefone e nem jogar ele jogava, também é um destruidor de borrachas fenomenal e o maior, não só em tamanho, mas também, o maior cantor do ônibus da viajem, ah e sua assinatura na lista sempre é a mais legal kkkkk.
                Maurílio, o que chora diamantes (gay), apesar de sempre o Maurílio se arrombar na história, eu não tenho nada contra ele, sério! Maurílio é o cara que a gente sempre tirar onda e ele nunca se importa, a não ser se falarmos da orelha dele, melhor dizendo, que orelha né? Mas tudo bem afinal tudo que ele quer é uma bola... kkkk. Esse bicho é o cara mais econômico que eu já conheci ele vai para todo canto correndo (igual ao Naruto, mas vai), sempre me ajuda com as atividades de matemática, que diga-se de passagem, ele sempre resolve de cabeça e mesmo acertando se fode porque não põe os cálculos, ele também é muito atento, uma vez nós viajamos e ele fingiu dormir só para nos espionar sorrateiramente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, mas claro ele estava acordado e para finalizar. Porra Maurílio gostar de Justin Bieber é foda né?! Compre uma bola, mas Justin Bieber...
                Thomás, o cara que falta, conheço esse bicho de tempo, desde o tempo que eu estudava noutro colégio, e acreditem, naquela época ele ia para a aula, sério mesmo, ficou assim depois que ganhou um carro e arranjou uma namorada, danadinho você em? Não sei o por que, mas esse garoto ama esquilos cara, é incrível, tudo que ele fala tem esquilos no meio, e eles sempre são fofinhos kkkkk. Não tem muita história para contar do Thomás ele nunca vai para a aula, mas te considero pra caramba mano.
                Chupa, o ... , Chupa ele é o cara mais charmoso do grupo, com seus dois centímetros de coxa, um de bíceps, quinze de quadril ele se tornou o terror das garotinhas do quinto, sexto, sétimo e oitavo ano, não tenho muito o que falar do Chupa, porque ele sempre ta de lado e a gente não enxerga ele, mas posso dizer que ele faz excelentes provas de redação pscicografadas ainda me lembro como se fosse hoje quando li “ No mundo contemperâneo de hoje, o corpo põe para fora a alma em forma corporal e ambas as duas...”  e o tema da redação era floresta amazônica mano! Mas é um cara bacana, gente fina pra caralho (literalmente).
                Erick, o que não aparece nunca, Erick é o cara mais louco que eu conheço, basta você dizer “E ai Erick?” que ele responde “Ui gostoso!” e tenta morder sua bunda. Até hoje tento enquadrar o Erick em alguma definição de homem ou mulher mas é difícil, além de não ligar para brincadeira nenhuma ele também ganhou o título de “cara que sempre é assaltado quando anda com a gente” kkkkkk, também é o cara que divulgou o famoso trote do Fernandinho e sempre é o cara que inventa em cima das histórias mentirosas do Arnaldo e do Jorge.
Janaína, a única menina do grupo, por isso mesmo que não tem vez, brincadeira Jana, ela é a pessoa que reclama de tudo que citei acima que nós fazemos, mesmo que muitas vezes ela nem saiba do que estamos falando, senta lá atrás e ainda fica fazendo “shhhh” pra todo mundo, em especial para o Arnaldo, mas só porque o gordinho sempre se fode, kkkkkkk, mesmo assim para torna-la dócil a receita é dar chocolate pra ela, se preocupa não jana, já aprendi, um BIS resolve tudo =) mas mesmo ela reclamando tanto de todos nós eu sei que lá no fundo de sua "cabecinha" ela nos adora. Né não maninha?
Tenho que agradecer a vocês pelo meu ano de 2010, espero não perder contato com nenhum de vocês, mesmo sabendo que isso provavelmente vai acontecer, afinal cada um segue seu rumo, falo isso porque este é o último ano de colégio, ano tão aguardado e ao mesmo tempo o que causa mais saudade, espero que vocês sintam saudades de mim assim como sentirei de vocês, a menos, é claro, que mantivermos contato.
Um abraço a todos vocês.
ps: Alguns podem achar que está cedo demais para estar dizendo tudo isso, mas galera, faltam dois meses para acabar o ano e infelizmente dois meses passam que a gente nem percebe, quando nos damos conta, acabou.

Capítulo 14


                -E agora que chegamos à ilha? O que vamos fazer – Perguntou Janaína.
                -Que tal raspar a sua cabeça – Respondeu Vítor, que agora parecia ter um porco espinho na cabeça -  Agora eu sou mais inútil que o Paulo e o Maurílio juntos!
                -Ei !– Gritaram Paulo e Maurílio ao mesmo tempo.
                -Parem de brigar, precisamos achar a casa da bruxa – Disse Thomás.
-Gente que tal seguirmos aquela placa? – Disse Arnaldo apontando para uma placa em forma de seta onde se lia “Casa da bruxa maléfica”.
Seguiram bravamente pelo caminho até que chegaram as margens de um enorme rio, rio este que levava aos portões do castelo da bruxa, a emoção era tanta ao saber que tinham chegado que só se ouviu:
“Tchibum!”
                -Finalmente meu poder vai ser útil! Uhuul! – Gritou Paulo enquanto nadava para o outro lado.
                 Ao chegar do outro lado encharcado e muito feliz por finalmente usar seu poder Paulo pode avistar seus amigos, que já estavam chegando, estes usavam Arnaldo como bote, e vinham boiando em cima dele. Mas como nada nunca  é tão fácil quanto parece, ao chegarem a margem, mal deram um passo, ouviram uma estridente voz!
                -Sejam bem vindos aos meu domínios inhahahahahahahaa!  Mas saibam que nunca saíram daqui vivos, para garantir isso, eu criei um inimigo especial para cada um!
                -Se eles são especiais, quer dizer que são todos retardados? – Perguntou Arnaldo.
                -Se tem algum “especial” aqui é você pra fazer uma pergunta dessas! – Disse Paulo.
                -Gente vamos embora, antes que ele apareçam! – Gritou Maurílio.
                Mas já era tarde demais, quando nossos heróis viraram-se para partir depararam-se com seus inimigos, a ideia da bruxa era realmente interessante, ela havia criado um inimigo para cada um deles, e cada inimigo possuía um poder que anulava o poder de seu respectivo herói, claro que nem todos saíram perfeitos.
                O primeiro a se manifesta foi o inimigo de Vítor que gritou:
                -Me chamo Orelha Humana! Estou aqui para derrotar Vítor, também conhecido como Cotonete Humano! – Disse apontando para Janaína.
                -Eu sei que a cabeça dela é grande, mas Vítor sou eu, é que cortaram meu cabelo, portanto, desiste mano, não tem mais cotonete nenhum aqui! – Disse Vítor.
                -Minha missão é derrota-lo você sendo um cotonete ou não! – Dito isso, Orelha Humana fez sua orelha crescer até ficar do tamanho de uma pessoa e correu na direção de Vítor.
                Vítor sem ação tentou fugir, afinal, não tinha mais poder, mas já era tarde demais, Orelha humana o sugou sua cabeça para dentro da orelha.
                -Vítor tenta usar seu poder mesmo assim! – Gritou Maurílio.
                Foi ai que veio a surpresa, o poder de Vítor não funcionava apenas com o cabelo grande, uma vez que seu cabelo pequeno era espetado, o poder fazia-o virar um verdadeiro porco-espinho!
                -Ai! – Gritou orelha humana pouco antes de desmaias com a dor dos espinhos em sua enorme orelha.
                -Isso não vai ficar por menos! Cadê o Arnaldo! – Disse um ser esquelético que assistia a luta do lado oposto.
                -Caramba meu inimigo parece o Chupa – Disse Arnaldo.
                -Meu nome é Homem Palito!
                -Que bosta! – respondeu Arnaldo
                Invocado com o insulto homem palito transformou-se em um enorme palito e correu na direção de Arnaldo com intuito de fura-lo, porém tropeçou em uma pedra e caiu, fazendo com que Arnaldo só tivesse que deitar em cima dele e espera-lo desmaiar.
                -Dois a zero! Dois a zero! – Cantarolava Maurílio.
                Mas foi interrompido por uma grave voz.
                -Sou o homem rolha! Eu tampo o forebes das pessoas! Estou aqui para deter um tal de Thomás!
                -Já ouviu a piada do pinto sem cu? – Disse Thomás rindo.
                -Porque todo mundo diz isso – Respondeu o Homem rolha.
                -Pera ai, seu toba é trancado? – Perguntou Thomás.
                -Claro! Daí homem rolha!
                -Nesse caso, só preciso fazer com que você tenha vontade de peidar, afinal meu poder é esse! – Anunciou Thomás.
                Ouviu-se um forte “Bum”, um cheiro terrível tomou conta do local, mas Thomás havia vencido. Logo outro tomou o lugar de Homem Rolha.
                -Sou o homem canivete, sou multifuncional e bem útil, do contrário do Paulo! Portanto devo destruí-lo.
                -Sai dae! Tu ta mais para cortador de unha! – Disse Paulo.
                Homem canivete tomou a forma de um canivete, fez abrir-se uma lâmina e correu para Paulo, que só o que teve que fazer foi desviar e deixar o pé, resultado que Homem canivete tropeçou e caiu no rio enferrujando-se todo.
                -Vim aqui para deter Janína, Sou o homem Vira-Vira – Disse um rapaz que acabara de entrar em cena.
                -Noooooossaaaaaa, muitxu macho! – Gritaram Vítor e Paulo ao mesmo tempo.
                -Calem a boca seu imbecis, eu posso virar o animal que eu quiser!
                -Vira um veado então – Responderam os dois.
                -Mas eu posso falar com animais e dizer a eles o que fazer seu poder é inútil – Disse Janaína.
                -Porra é mesmo! – Disse o rapaz – Acho que vou embora então! – Concluiu virando as costas e saindo de fininho.
                Foi ai que entraram em cena dois rapazes empunhando longas redes.
                -E vocês quem são? –Perguntou Thomás.
                -Somos o IBAMA, viemos atrás de um tal de Chupa.
                -Ah amigos esse já morreu! – Disse Paulo.
                -Ah ta bom então! – Disseram os dois antes de sair.
                -Parece que acabou né? – Disse Vítor.
                -É concordaram os outros.
                -Pera, mas por que ninguém tentou me enfrentar? – perguntou Maurílio
                -Porque chorar diamantes não apresenta ameaça a ninguém – Responderam os outros.
                Assim seguiram rumo ao castelo, lá chegando encontraram a porta aberta.
                -Assim ta fácil demais! – Disse Maurílio.
                Porém, mal sabiam nossos heróis que caminhavam para uma armadilha, ao entrarem para o saguão do castelo o chão se abriu, revelando um calabouço, caíram por cerca de dez minutos até atingirem a superfície, a sorte foi que Arnaldo fora o primeiro a cair e amorteceu a queda dos outros.
                -Arnaldo por que você não quicou? – perguntou Paulo.
                -Porque o chão é de terra batida, parece que estamos num calabouço – Disse Janaína que já havia descido de Arnaldo.
                Decidiram andar em busca da saída, mas ao dar o primeiro passo Paulo tropeçou em algo que disse:
                -Ui tropeçou em mim, que pé gostoso!
                -Erick!?
                -Paulinho!?
Fim da primeira Temporada!
To be continued...

Obs: Créditos ao Paulo pelo inimigo do chupa ser o IBAMA e por termos usado o Arnaldo de bote.

E para quem achar interessante ter a história em casa, segue um link com a primeira temporada completa em PDF:
http://www.megaupload.com/?d=NGQ3HV0D

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Capítulo 13

                 Ao retornar a taberna na manhã seguinte Vítor encontrou Thomás Dormindo em uma mesa, Maurílio Chorando em um canto da sala, Paulo dormindo em cima doutra mesa, Arnaldo permanecera no mesmo lugar, porém, agora, não haviam mais garotas, mas em compensação no teto acima de Arnaldo haviam dois buracos.
                -Maurílio eu sinto muito cara! – Disse Vítor
                -Você não entende!
                -Não entendo o que?
                -Quando acordei hoje de manhã e me dei por conta do que tinha feito, eu matei ele.
                -Relaxa cara era só o Chupa.
                -Mas eu acho que não fui cruel o suficiente! – Respondeu Maurílio
                -O que você fez?
                -Fiz ele engolir uma coruja de pelúcia que achei no chão!
                -Mas já passou, agora pegue suas lágrimas e vamos comprar um barco.
                Virou-se e foi até Thomás.
                -E ai Mano ta melhor?
                - Estou, o Maurílio deu um jeito no...
                -Eu sei! - Interrompeu Vítor – Mas agora me diga, qual é a dos buracos no teto?
                -Arnaldo começou a sonhar com minhocas, inchou, e arremessou as moças teto a fora!
                -Ok, me da um minuto para falar com o Paulo.
                Foi até a mesa onde Paulo dormia em cima das cartas.
                -Cara você ta pior que o Maurílio e nem bebeu!
                -Mas eu sou o cara mais rico da cidade – Disse Paulo com uma carta colada na testa.
                -Não esse é o Maurílio, ele chora diamantes!
                -Porra! – Disse Paulo indignado.
                Foi ai que as portas se abriram e entrou Janaína.
                -Gente algo terrível aconteceu! Acho que esqueci minha corujinha aqui no bar ontem a noite! Você a viram? – Gritava ela desesperada.
                -Bem... Uh... Você não devia se apegar tanto as coisas materiais – Disse Thomás.
                -O que foi que aconteceu com ela? Diga homem! Diga! – Gritava ela.
                -Não sei, eu não sei.
                -Ou diz ou morre! – Disse ela irada.
                -Ta eu admito! O chupa comeu ela! – Respondeu Thomás amedrontado.
                -Ta ai, eu era única pessoa que não odiava esse chupa, mas agora eu odeio! Cadê ele? – Perguntou ela.
                -Morreu engasgado com a coruja que ele comeu sozinho! – disse Thomás pausadamente e piscando para Maurílio.
                -Minhocas Não! – Gritou Arnaldo que acabara de acordar por conta de um pesadelo.
                -E ai Arnaldão! Soube que se desse bem ontem em? – Disse Vítor
                -Foi fiz sucesso – Disse ele.
                -Ta na hora de ir! Não temos mais tempo, eu não tenho mais coruja e o mundo que se exploda, então vamos logo. – Determinou Janaína.
                Seguiram para o porto onde compraram o maior barco que estava a venda, lado positivo de Maurílio ter passado a noite aos prantos.
                Mal chegaram em alto mar, a umidade aumentou, fazendo com que o cabelo de Vítor aumentasse ainda mais o volume e começasse a atrapalhar os ventos que sopravam as velas do barco.
                - Quá! Quá! – Gritava Alberto Jorge desesperado pela situação de seu dono.
                Ao ver o desespero do pato Janaína teve uma ideia, falar com o bicho, afinal, este já convivia com Vítor a mais tempo, com certeza teria ideia do que fazer.
                -Quá, quá, quá, quá? – Perguntou Jana
                -Quááááá, quáá quá! – Respondeu o pato
                -Quáááralho – Gritou Janaína que parecia com raiva do pato.
                -Quáááá, quá, quá – Respondia o pato tão irado quanto.
                -Ih... acho que ela surtou de vez – Comentou Paulo.
                -Acho que é a falta da coruja que faz isso – Respondeu Thomas.
                Minutos depois Janaína voltou para os amigos com um sorriso no rosto.
                -Alberto Jorge e eu tivemos uma ideia! – Anunciou
                -O que? – Perguntaram os outros.
                -Para baixar o volume só precisamos, molhar o cabelo dele!
                -Eu concordo em parte, mas como vamos molhar uma cabeça desse tamanho? – Arguiu Maurílio.
                -Tenho algumas ideias – Falou Janaína olhando sugestivamente para o mar a volta deles.
                -Não! Você não vão me jogar no mar, lá tem tubarões e além do mais...
                “TCHIBUM”
                O cabelo de Vítor absorveu tanta água que fez o nível do mar baixar um pouco. Ao trazerem ele de volta pro barco ele só disse uma frase que assustou a todos.
                -Vocês já imaginaram se um cabelo como o meu da caspa? Ia ser uma super caspa e...
                E assim rasparam a cabeça dele.
To be continued...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Capítulo 12

                Janaína e Vítor não conseguiram conter o olhar de espanto, depararam-se com uma cena que nunca haviam visto antes, Maurílio beijava alguém loucamente em meio a uma série de canecas de cerveja vazias, Arnaldo estava deitado no chão dormindo com as moças de boa índole deitadas sobre sua barriga, Paulo parecia ser o dono da casa, havia arranjado uma cartola e parecia ser o rei dos jogos, até ai todos pareciam muito bem, foi quando viram que Thomás chorava sozinho sentado em uma cadeira no canto da sala.
                Era evidente que muita coisa havia acontecido enquanto estavam fora, escolheram falar com Thomás afinal ele parecia o mais arrasado de todos.
                -E ai cara? O que aconteceu aqui? – Perguntou Vítor em tom de consolo.
                -O Arnaldo ficou inchando e desinchando para impressionar as garotas, Paulo se deu super bem nos jogos, e Maurílio tomou todas, ficou bêbado e começou a se agarrar loucamente.
                -Ta, e por que você ta chorando? – Perguntou Janaína.
                -Porque eu achei o Chupa! Buááááá!
                -Como assim? – Perguntou Vítor assustado.
                -Ele estava trabalhando no bar disfarçado de garçonete! – Respondeu Thomás derramando algumas lágrimas.
                -E onde está ele agora? – Perguntou Janaína.
                -Ele me reconheceu, disse que eu não estava abalado com o desaparecimento dele e começou a beber.
                -Sim! E onde está ele agora? – Perguntaram Vítor e Janaína ao mesmo tempo.
                -Não sei se está em cima ou embaixo, parece tudo uma coisa só , principalmente depois que ele ficou bêbado e começou a se pegar com o Maurílio!
                Depois da chocante revelação, foram falar com Paulo.
                -Cara você viu o que o Maurí...
                -Pera! – interrompeu Paulo – três de paus! Ganhei! Passa tudo, passa tudo.
                -Você está indo bem em? O que você já descobriu?
                -Descobrir, não descobri nada, mas consegui dinheiro pra comprar qualquer coisa.
                -Bom! Acho que devemos partir, você sabe a viajem ainda é longa e...
                -Dez de copas vence! Passa tudo, passa tudo! – Interrompeu Paulo outra vez.
                -Porra você ao menos escutou o que eu disse? – Perguntou Vítor transtornado.
                -Hã? Você tava falando? – Perguntou Paulo espantado.
                Deixaram os amigos na taberna e decidiram ir dormir, mas mal sabiam eles que o que encontrariam na manhã seguinte seria ainda pior do que que o que acabaram de ver.
To be continued...

domingo, 10 de outubro de 2010

Capítulo 11

                -Mas quem é Chupa? Seu cachorro? – Perguntou a garota confusa.
                -Quase isso! –Respondeu Thomás.
                -Eu posso falar com ele, dizer que você sente muito por deixa-lo para traz – Sugeriu ela.
                -Ai é que ta, eu não sinto por te-lo deixado para traz, estou até feliz. Pena só ter notado agora – Respondeu Thomás sorrindo -Você pode ver que meus colegas também não se importaram muito em descobrir a falta dele – Completou enquanto apontava para os amigos que dançavam e pulavam de alegria.
                -Comida Caralho! Cadê a porra da comida! – Gritou Arnaldo que era o único que não pulava.
                Então depois de uma boa refeição, digo, boa para Arnaldo que comeu quase toda comida sozinho, eles agradeceram a anfitriã que apresentara-se como Janaína e foram conversar.
                -E então Janaína você não gostaria de ser uma heroína? – perguntou Vítor.
                -Era bom que aparecesse uma oportunidade sabe! – Respondeu Janaína.
                -Como se um grupo de heróis desconhecidos com uma missão a fazer batessem em sua porta e te chamassem para juntar-se a eles? – Perguntou Vítor.
                -Seria ótimo – Disse a garota empolgada.
                -Gente acho que ela está se incluindo no grupo – Cochichou Maurílio aos amigos.
                Após lincharem Maurílio por agir semelhante ao chupa e incluírem Janaína oficialmente no grupo decidiram pernoitar na casa mesmo, afinal ninguém queria correr o risco de ver Arnaldo inchando outra vez.
                Na manhã seguinte acordaram e retomaram o curso, caminharam sem trégua até avistarem os muros do que parecia ser uma grande cidade, aproximaram-se dos portões, que desta vez encontravam-se abertos e convidativos e enfim entraram.
                -O que acham da gente entrar em uma taberna e tentar conseguir algumas informações – Sugeriu Arnaldo.
                -Parece uma boa ideia – concordaram os outros.
                Entraram então na taberna mais próxima e organizaram as tarefas de cada um.
                -Maurílio, tenta extrair informações do Barman. – Disse Vítor
                -Certo – Confirmou maurílio
                - Paulo você vai falar com aqueles caras que estão jogando cartas, tenta entrar no jogo e se enturmar.
                -Certo – confirmou Paulo.
                -Thomás e Arnaldo você conversam com aquelas meninas de boa índole que estão dançando semi- nuas em cima daquela mesa.
                -Confirmado – Disse Thomás
                -Ah cachirra! – gritou Arnaldo
                -Janaína vá comprar suprimentos, você é mulher.
                -Hã! Que absurdo eu estou sendo menosprezada aqui e...
                -Vai logo!
                -E você vai fazer o que – Gritou Janaína enquanto saia da taberna.
                -Vou arranjar meio de transporte para nós.
                Mais tarde quando o sol já se ia e a lua aparecia, Vítor retornava a taberna quando encontrou com Janaína.
                -E ai fez seu trabalho?
                -Fiz- Respondeu ela com um ar de raiva.
              -Tabém fiz o meu, descobri que a bruxa vive em uma ilha, então teremos de fazer um trecho da viajem a barco.
                -Não me parece grande coisa.
                -Nem a mim, vamos ver os outros.
                A conversa foi breve,pois logo chegaram a taberna, mas o que eles não esperavam era o que iriam encontrar ao abrir a porta.
To be continued...

sábado, 9 de outubro de 2010

Capítulo 10

               Só acordaram na manhã seguinte quando Arnaldo teve pesadelos com minhocas mutantes e começou a gritar loucamente. Uma vez acordados, decidiram partir.
                -Todos prontos? – Perguntou Vítor.
                Todos já haviam concordado quando Thomás gritou:
                -Esperem!
                -Que foi? – Responderam os outros.
                -Sinto que está faltando alguém – Disse Thomás – Já sei! Cadê o pato? – Concluiu convencido.
                -Ta na minha mochila! – Disse Vítor.
                -Quá! – respondeu o pato pondo a cabeça para fora.
                A caminhada até o fim do deserto foi longa e cansativa, mas eles não desistiram, continuaram seguindo para o norte, onde supostamente estaria o castelo da bruxa, até que:
                -Cara tou com muita fome, desde começo da história a gente não comeu nada! – Disse Paulo.
                -Nós podemos Ordenhar o Arnaldo – Sugeriu Vítor
                Para falar a verdade eles até tentaram, mas infelizmente, Arnaldo não era uma vaca, apesar das tetas avantajadas. Vagaram por horas a procura de frutas ou qualquer outra coisa que pudessem comer e saciar a fome, até que avistaram bem ao longe uma fumaça preta.
                -Olhem Uma fumaça preta – Exclamou Maurílio
                -Para de assistir “Lost” Maurílio – Disse Thomás
                -Não, sério, tem uma fumaça preta ali!
                -Será que é uma chaminé? Será que tem comida lá? O que você acha Arnaldo? – Perguntou Vítor.
                Mas ao olhar para o lado Arnaldo já havia corrido em direção a fumaça e podiam-se ouvir os gritos:
                -Comidinha, vou te comer todinha!
                O jeito foi correr atrás de Arnaldo, afinal, aquela fumaça poderia ser qualquer outra coisa. Felizmente ao chegar lá era apenas uma casinha e de fato a fumaça saía de uma chaminé. Se aproximaram de uma das janelas para poder ver o interior da casa!
                -Não tou vendo a comida - Falou Arnaldo Indignado.
                -Mas tem uma Moça lá dentro, vamos bater na porta assim mesmo, quem sabe ela não tem comida – Disse Paulo
                Vítor então aproximou-se da porta e:
                “Toc, toc, toc”
                A porta abriu-se revelando uma garota, esta, possuía os cabelos bem cheios e tinha uma coruja de pelúcia em baixo do braço.
                -Que quer? - Disse ela com um olhar de espanto.
                -Boa tarde Senhora, nós somos grandes heróis e precisamos de alguns suprimentos para continuar nossa jornada – Respondeu Vítor.
                -Não! – Disse a mulher frechando a porta na cara de Vítor.
                - Eu quero comer! – Gritou Arnaldo enquanto derrubava a porta com uma barrigada.
                A garota olhava para Arnaldo, que agora estava parado em cima de sua porta.
                -Nossa, você é tão fofinho, como pode sai por ai derrubando portas. Venha vou dar comida a você!-Disse a garota apertando uma das bochechas de Arnaldo- Venham vocês também já entrou um mesmo– Disse ela fazendo um gesto para que os outros entrassem.
                -Então vocês são heróis?
                -É somos! – Responderam todos, menos Arnaldo
- Comida!- Disse Arnaldo.
                -Vocês possuem poderes?
                -Comida! – Repetiu Arnaldo.
                -Temos – Disseram os outros.
                -Eu também tenho um, mas nunca o usei para ajudar ninguém.
                -Sério e qual seu poder? – Perguntou Thomás.
                -Falo com os bichos!
                -kkkkkk Bota ela para falar com o Chupa! – Sugeriu Vítor
                - É mesmo! – Riu Thomás.
                -Comida! – Disse Arnaldo
                -Mas cadê o Chupa? – Disse Maurílio – Eu não vejo ele desde o...
                - Deserto! – Gritaram todos ao mesmo tempo.
To be continued...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Capítulo 9

                Chegaram então ao grande deserto conhecido como “Desertão”.
                -Porra, que desertão que é o “Desertão”! – Disse Arnaldo.
                -Tapado! – Gritaram os outros quase ao mesmo tempo.
                -Desculpa gente, mas é que não consigo parar de pensar que o deserto é quente e...
                -É nada? Jura que o deserto é quente? – Disse Paulo interrompendo Arnaldo.
                -Continuando, uma vez que o deserto é quente, o gordinho é que se ferra.
                -Pa se fuder! Quem manda fazer sete refeições por dia! – Disse Maurílio
                -Vá chorar diamante vá!
                - pois eu vou...
                Maurílio não conseguiu completar aquela frase, pois sua boca encheu-se de areia advinda da tempestade de areia que estavam prestes a enfrentar.
                Tinham que armar uma barraca, acampamento, o que quer que fosse ou caso contrário, era possível que não sobrevivessem. O vento encontrava-se muito forte e estava começando a tira-los do chão, para evitar isso Arnaldo inchou-se no chão, Paulo, Vítor e Thomás agarraram-se num coqueiro, Maurílio numa pedra e Chupa agarrou-se num Cactos.
                Com muita dificuldade conseguiram armar uma barraca e entrar nela, exceto por Arnaldo, que por causa do tamanho teve que ficar do lado de fora, pondo para dentro apenas a cabeça, que já ocupava quase um terço da barraca.
                -Todos aqui? Vou fazer uma chamadinha para ver se não falta ninguém – Disse Maurílio.
                -Arnaldo?
                -Confirma!
                -Thomás?
                -Cinfirma!
                -Paulo?
                -Confirma!
                -Vítor?
                -Confirma!
                -Que bom, já que estão todos aqui, podemos ir dormir sossegados.
To be continued...

Capítulo 8

                -Pruquê vucé tava ispiunandu nóis? – Perguntou Chupa.
                -Porque a dois dias atrás você tentou comer meu pato, e garanto a vocês, não foi comer n osentido literal, para matar fome! – Respondeu Vítor.
                -Mas é que não tinha nenhuma creche por perto, eu estava na seca – Disse Chupa com ar de arrependimento – Você me desculpa?
                - Slave vá procurar o pato e não o coma! – Disse Thomás.
                -Só se ele me perdoar – Disse Chupa cabisbaixo.
                -Que seja, eu perdôo, agora vá procurar o pato- Respondeu Vítor.
                -Por que você se preocupa tanto com um pato?
                -Porque eu gosto dele.
                -Sei como é – Disse Arnaldo - \certa vez eu criei um cágado chamado Adamastor Paixão, só que ele pulou o muro lá de casa e fugiu, por coincidência, naquele mesmo dia jantamos carne de cágado. Espero que Adamastor Paixão esteja bem.
                -Ah, que bom! – Disseram todos.
                Foi ai que chupa voltou com o pato nos braços e eles seguiram viagem.
                -Para onde estão indo? – Perguntou Vítor.
                -Matar uma bruxa má que raptou nosso amigo.
                -Posso ir com vocês? Eu e Alberto Jorge andamos muito entediados – Disse Vítor
                -Pode sim! Seria uma honra – Disse Maurílio batendo palmas de alegria.
                -É esse o que chora diamante? – Perguntou Vítor.
                -É! - Responderam os outros
                -Bem que logo vi.
                -Quá! – Disse o pato
To be continued...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Capítulo 7 ( O que fazer quando seu amigo vai explodir?)


                Tudo se tornou ainda pior porque Arnaldo havia desmaiado do susto e não parava de inchar, foi ai que veio a brilhante ideia:
                -Vamos furar ele – Gritou Thomás.
                -Não, ele é muito espesso – resmungou Maurílio em prantos.
                -Cara porque você ta chorando? – Perguntou Paulo.
                -Meu amigo vai morrer, é nessas horas que eu vejo o quanto eu o amo – Respondeu Maurílio, que agora encontrava-se em meio a dois montes de diamante.
                -Já sei! Como meu pulmão tem fôlego infinito, vou sugar todo o ar dele com um boca- a – boca – Gritou Paulo.
                -Aê se você quer dar a bunda diga – Disse Thomás.
                -Mas o que vamos fazer então?
                Enquanto nossos Heróis discutiam, o tempo se tornava cada vez mais escasso, foi ai que foram surpreendidos por outro rapaz.
                - O que está acontecendo aqui? Essa tremedeira assustou meu pato de estimação.
                -Hein? – Exclamaram todos.
                O rapaz aproximou-se de Arnaldo e fez sua cabeça crescer até parecer um enorme cotonete.
                - Que porra é essa – Disse Paulo.
                O rapaz que agora já encontrava-se de frente para o desacordado Arnaldo, o cabeceou na parte mais visível, a barriga, o que fez com que Arnaldo acordasse do desmaio. Uma vez acordado ele desinchou.
                Enquanto todos pulavam e comemoravam, o rapaz que salvara Arnaldo parecia procurar algo.
                -Cara você ajudou a gente, mas o que você está procurando? – Perguntou Thomás.
                -Procurando o Alberto Jorge, meu pato.
                -A gente ajuda, mas antes, qual seu nome?
                -Vítor, mas pode chamar de Cotonete Humano.
                - KKKKKKKKK, porra já bastava um que chora diamante, agora temos um cotonete humano! – Gritou Paulo
                - Pelo menos eu sou útil, você queria beijar o gordinho.
                -Ei eu sou útil! -  Retrucou Paulo
                -Mas queria beijar ele né danado?
                -Mas como porra você sabe disso? Você nem estava aqui!
                -Na verdade, venho seguindo vocês desde que encontraram com eles – Disse Vítor apontando para Thomás e Chupa.
To be continued...

Quem sou eu

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Técnico em manutenção de computadores e estudante de jornalismo da UFAL, desde sempre manifestou grande interesse pelo uso e manutenção de computadores, começando desde cedo suas aventuras e experiências com hardware e software. Deixando de lado a área da informática, gosta muito de ler e escrever sobre os mais diversos temas.